quinta-feira, 16 de maio de 2013
notícias
SP já faz 2 casamentos gays a cada três dias
Dois casamentos gays, em média, foram registrados a cada três dias no Estado de São Paulo no primeiro trimestre. Anteontem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que cartórios de todo o País celebrem a união de pessoas do mesmo sexo. A regra já valia em São Paulo desde março, mês em que foram registrados cerca de 65% dos casamentos do ano - antes, era preciso autorização judicial.
Dois casamentos gays, em média, foram registrados a cada três dias no Estado de São Paulo no primeiro trimestre. Anteontem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que cartórios de todo o País celebrem a união de pessoas do mesmo sexo. A regra já valia em São Paulo desde março, mês em que foram registrados cerca de 65% dos casamentos do ano - antes, era preciso autorização judicial.
A proporção de uniões gays, porém, ainda é pequena se comparada à de homem e mulher. No primeiro trimestre, para cada celebração gay, houve 158 cerimônias heterossexuais, segundo a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado (Arpen-SP). Foram 9.966 casamentos entre homem e mulher e 63 entre gays.
O publicitário Gustavo Perez, de 39 anos, e o arquiteto André Santos, de 34, vão aumentar a estatística neste sábado, dia em que se casarão no cartório da Vila Olímpia, zona sul. Perez procurou informações sobre o casamento ao saber que cartórios do Estado estavam registrando a celebração gay. "Temos certeza de que é isso que queremos: planejar o futuro, construir algo. Estamos abrindo uma empresa juntos", diz o publicitário. Uma semana depois do compromisso civil, os noivos darão uma festa para 150 pessoas.
Eles capricharam nos preparativos. Perez pediu Santos em casamento na Torre Eiffel, em Paris. Na cerimônia, vão usar ternos Ricardo Almeida e gravatas Saint Laurent. Santos calçará sapatos Christian Louboutin. "O evento maior é a festa com os amigos", diz Perez.
Procura. Funcionários de cartórios da capital dizem que a procura de casais homossexuais por casamento tem aumentado nos últimos meses. Só em abril, o cartório de Cerqueira César, na região central, fez duas celebrações. Em todo o ano passado, foram 12. É o cartório que mais fez uniões do tipo na cidade. O prédio fica na Rua Frei Caneca, conhecida por ser um ponto gay da metrópole.
Em geral, quem procura o casamento é mais velho e está preocupado com a partilha dos bens, segundo funcionários. Oficial do cartório de Santa Cecília, o quinto onde houve mais casamentos gays, Fernando Navarro diz que tem atendido casais homossexuais "toda semana". "A última celebração foi no sábado passado. A expectativa é de que aumente cada vez mais."
quarta-feira, 15 de maio de 2013
poesia
Me sinto um pouco mãe e um pouco filha;
segura e incerta;
feliz e descontente;
com esperança e sem perspectiva;
no alto e lá em baixo;
no meio e nas bordas;
responsável e descontraída....
Me sinto forte e um pouco covarde;
por dentro e por fora;
sabendo e desconhecendo;
com razão e com emoção;
na matriz e na filial;
com tudo e sem nada;
forte e sem forças....
Me sinto na certeza e na dúvida;
na fé e na incerteza;
no hoje e no amanhã;
na festa e na ressaca;
no sol e no anoitecer;
na impotênica e no amor....
Me vejo na janela e no abismo;
na vida e na morte;
na decepção e na esperança;
no velho e no novo;
no desejo e na rejeição;
no desafio e no desânimo....
Me vejo febril e destemida;
no dia e na noite;
na luz e na escuridão;
no que fere e no que cura;
no vazio e no balão;
no ar e no vácuo....
Me vejo na verdade e na mentira;
na ilusão e na realidade;
no poder e no chão;
no sim e no não;
na ideia e na razão;
no julgamento e no acerto....
na fadiga e no desejo...
Paro no começo e no meio;
no real e no virtual;
no acerto e no erro;
no começo e no fim;
no inferno e no céu;
na infância e na velhice;
na coragem e na covardia...
Por fim, ME VEJO
(Marcia Mendonça Ruhland)
sábado, 11 de maio de 2013
crônica
A diferença do primeiro, segundo e terceiro filho
Além da gente ter três filhos completamente diferentes uns dos outros, também oferecemos um tratamento diferenciado para cada um, tendo em vista a experiência e a maturidade (ou não) dos pais.
Banho do primeiro filho
Pai, mãe, avós reunidos para ver o banho do primeiro filho.
Filmadora (na época, ainda com fio), máquina (não digital), termômetro da Lillo (para ver quando a água estava tépida.... ).
Coloca a criança na água, flashs, comentários, sabonete, shamppo, condicionador, sensação que eles vão escapar das nossas mãos... tensão geral...
Após o banho, vamos direto ao álbum da criança e marcamos o dia, a hora, quem estava presente, as reações do bebê diante da água e por aí vai....
Banho do segundo filho
Pai e mãe.... os avós não vieram para ver o banho do segundo filho.
A filmadora está descarregada, apenas a máquina fotográfica irá registrar o momento, eis que ainda faltam 3 "poses"...
O termômetro da Lillo, quebrado.... contudo, segundo os antigos, mede-se a temperatura da água com o cotovelo...
Coloca a criança na água, bate-se 3 fotos, a criança desliza um pouco das mãos..... mas nada disso é problema.... só um rápido susto...
Após o banho, não vamos direto ao álbum do bebê para registrar o banho, nem a data, nem a hora, muito menos as reações do bebê diante da água.....
Depois a gente registra... afinal, o segundo filho tem que tomar banho também....
Banho do terceiro filho (no caso, da filha)
Pai e mãe.... e os dois filhos, um no colo quase dormindo e o outro chorando com sono, grudado nas nossas pernas..... assim é o cenário do banho do terceiro filho.
A filmadora está estragada e a máquina fotográfica está sem filme para registrar o momento...
O termômetro da Lillo nem existe mais e já sabemos a temperatura ideal da água...
Coloca a criança na água. Se os olhinhos se encherem de lágrimas e ela resmungar, é sinal que a água está quente.
O bebê escorrega da mão, mas sem problemas, afinal eles ficaram 9 meses dentro da água.... gargalhadas...
Após o banho, nem pensar em registro no álbum da criança, mesmo porque nem começamos a preencher nada do álbum dela ainda....
Os três precisam dormir..... essa é nossa função agora.....
(Márcia Mendonça Ruhland)
foto
Festa no Ito Lueneberg: meu marido acompanhado de 4 mulheres especiais...
Vanessa, Nenem e Anitas...
cozinha
Pavê fácil de amendoim
Ingredientes
2 colheres (sopa) de manteiga amolecida
- 3 xícaras de açúcar
- 2 gemas
- 1 xícara de amendoim moído
- 2 xícaras de chantilly pronto
- 1/2 xícara de leite
- 1 pacote de biscoito maisena
- 1/2 xícara de amendoim moído para polvilhar por cima
Modo de preparo
1.
Bata a manteiga e o açúcar até formar um creme claro. Adicione as gemas uma a uma, batendo sempre, até a mistura ficar fofa e esbranquiçada.
2.
Desligue a batedeira e acrescente o amendoim e o chantilly com uma colher de pau.
3.
Passe os biscoitos no leite.
4.
Num refratário, faça um acamada de creme e coloque uma camada de biscoito por cima. Repita até terminar (termine com uma camada de creme).
5.
vele à geladeira por 4 horas. Antes de servir, polvilhe com mais amendoim moído.
poesia
INFÂNCIA
Uma das metamorfoses mais incríveis que vivenciei, quando pequena, foi ver minha mãe com a batedeira na mão transformar a clara em neve.
Via naquilo um verdadeiro milagre, uma fascinante magia, uma eterna interrogação.
E olha, que já havia descoberto outras coisas.....
Vi meu pai se transformar em Papai Noel;
Consegui sentir o tal cheiro de Natal, que minha mãe tanto falava, quando dezembro se aproximava.
Descobri que professores erravam;
que haviam brigas entre familiares;
que só as outras mães deixavam seus filhos tomar banho de chuva;
que nossos pais não eram perfeitos...
que nossos avós eram mais que perfeitos...
que o palhaço nem sempre era feliz...
que ao viajar de carro, a gente nunca chegava;
que o sabor de férias do ano letivo era incomparável com qualquer outro gosto...
que o dia de aniversário da gente tinha cara de aniversário da gente....
que a dor de garganta me provocava um incontido desejo de tomar sorvete;
que cegonha até existia, mas não para trazer bebês;
que quando a "festinha" ficava boa, eu era a primeira a ir embora;
que coelho não trazia ovos;
que a fadinha do dente de leite era minha mãe;
que quem colocava ovos era a galinha;
que milho verde era amarelo;
que não existia quilômetro redondo;
que a comunhão era sempre a primeira;
que mães chamavam o boi da cara preta, mas eles não vinham;
que "aqueles" filhos dos amigos dos nossos pais dificilmente seriam nossos amigos;
que estudar era bem melhor que trabalhar;
que o primeiro amor era quase sempre impossível;
que o cabelo estava sempre embaraçado na hora de pentear;
que minha mãe não sabia cortar franjas;
que quando meu pai dizia: "isso não vai dar certo", não dava certo;
que as "palavrinhas mágicas" nos davam créditos prá vida;
que quando adormecíamos no carro, eramos levados no colo até a cama;
que bolas de sabão duravam muito pouco....
e que balões de festa sempre estouravam...
Contudo, até hoje ainda me surpreendo ao observar a clara do ovo se transformar em neve....
(Marcia Mendonça Ruhland)
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